segunda-feira, 21 de julho de 2014

Abrindo o apetite

Olá! Espero que todos estejam bem por ai. Aqui no campo estamos encorrugidos de frio. Nesse tempo ficamos igual a urso hibernando, e comendo muito. Na rua, somente depois das 10 horas da manhã até as 4 horas da tarde. Depois desce um ar gelado que enrijece as juntas. Mas o melhor de tudo é ficar ao redor do fogão a lenha, cozinhando. Na verdade só faço um tipo de prato. Todos aqui em casa, só querem carreteiro. Pra mim é maravilhoso. É fácil de fazer e suja somente uma panela. De tanto fazer virei especialista no carreteiro. Até eu não resisto e acabo comendo demais.   





Essa panela de barro tem história. Algum tempo atrás fomos fazer uma viagem. Saímos sem destino, costeando o mar.  Passamos por Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e quando chegamos em Espírito Santo. Me apaixonei pelas panelas de barro. Imagina comprei tudo que pude carregar. Voltei numa felicidade com minhas panelas. Alfredo vinha que nem cavalo quando solta a rédea, vinha amil pra casa. Quando vimos tinha na BR 101 um quebra mola. Imaginem! A caminhonete saltou aquela barreira. Foi um pandemônio. Era coisas em cima de nós. E minhas panelas? Meu Jesus! Quebrou minhas panelas. Mas não foi só eu quem ficou no prejuízo, também quebraram as molas da caminhonete. Mas não coloquei fora, deixei  no jardim para nos lembrar da viagem.

Muitos de vocês devem conhecer Arroz Carreteiro, é muito fácil de fazer. Esse prato é muito apreciado aqui no Rio grande do Sul. 
Ingredientes

1/2 de carne; sempre compro peito ou agulha sem osso. É uma carne de segunda e tem um gosto muito bom. Tem que ter gordura para ficar bom.
sal a gosto;
1/2 cebola;
1/2  tomate;
1 lasca de pimentão;
01 pimenta sem semente;
tempero verde;
01 xícara de arroz;
03 xícaras de água;

Modo de fazer
Cortar a carne em cubo, e colocar  cebola, tomate e pimentão. Deixe cozinhar até secar a aguá e dar uma queimadinha. Prove a carne se estiver macia coloque o arroz e a água, deixe ferve e abaixe  o fogo.










Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Memorias de um doble chapa III

A VIZINHANÇA
Um tio muito racista por certo, desaprovou a compra do campo por meu pai, que irás fazer no meio dessa negrada, exclamou! Mas meu velho era amigo de todos eles. Perto da propriedade havia varias pequenas propriedades de descendentes de escravos. O descendente do senhor de escravos, um solteirão deixou-lhes de herança a fazenda que foi partilhada, cada um ficando um lote em torno de 50 Hectares. Um deles, Pedro Brum, compadre de papai, herdou seu lote e a casa Grande de Pedra com paredes de 1 m de espessura, mangueiras de pedra e potreiros de pedra. Morou toda sua vida ali, quando já estava velho intentou de encontrar algum possível tesouro escondido entre as paredes de pedra e começou a desmancha-las, o comentário geral é que estava caduco. Passamos a vida inteira, chamando as pretas velhas de tias e pedindo a benção. Os pretos faziam um salão de festas com paredes e telhado de galhos de eucaliptos, ao qual davam o nome de caramanchão, e ali faziam um grande baile da comunidade deles. O local era na tia Zezé divisa com nosso campo. Seus filhos tiravam leite e escondiam em garrafas dentro da sanga (Riacho) para beber depois, pois ela dava só um copinho pra cada um, e resto era pra fazer queijo, os coitados dos crioulos viviam sempre com fome, o maior almoçava em casa e saia correndo para almoçar de novo em nossa casa. Um deles o Domingos almoçava lá em casa e saia correndo e ia almoçar de novo na Dona Donica. Noutra extremidade morava o finado Rodolfo e Dona Picucha. Tinham um cachorrão com um latidão imponente, ouvindo aquele latido ao longe, nos, garotos inventávamos que o cão estava dizendo: João-joão-vem-dar-benção-pra-o-vô-vô. O Seu Aires, também vizinho, um pretinho solteirão muito buenacho, fez um sovéu (Laço de couro torcido) para papai, era um artista como guasqueiro (Pessoa que fazia cordas trançadas para a encilha e a lida no campo). Sempre que precisávamos uma mão no serviço lá estava ele solícito. O Florentino e Dona Otilia, O tio Marcirio e Dona Eufrazia. Ele era músico, tinha quase todos os instrumentos em casa. Dona eufrazia e filhas não perdiam um baile. A Sra Donica e o Mita cujo filho Feliz casou com minha irmã. Certa feita um primo da família Neves veio fazer uma visita de pêsames para a Donica, quando morreu o Sr.Mita e na calada da noite foi para um baile na casa do finado Agostinho acompanhado do Bode (Um mulato filho de criação da família, era uma exponja para consumir álcool) no dito baile houve um bochincho muito feio (briga) foi uma correria de homens e mulheres, o Bode perdeu na confusão uma alpargata (chinelo) e calçou outro chinelo vermelho feminino pensando que era o seu. De madrugada vinham chegando, o Neves com o Bode bêbado, que insistia em voz alta: Mas que boochiiincho!!! Cala a boca Bode! dizia o outro. De manhã a Donica encontrou aquele chinelo feminino e queria saber a procedência e tudo veio as claras. Imaginem fazer uma visita de Pêsames e fugir para um baile na calada da noite? Esse finado Agostinho era um caso aparte, as histórias em torno dele, na entrada do inverno quando alguém se gripava ele se jactava nas suas expressões atípicas “Van cês não querem se prificá eu já me prifiquei” tradução: vocês não querem se purificar eu já me purifiquei! A purificação dele era um preventivo contra ao gripe a base de alho e limão. Contavam que mandou a mulher dar meio ovo cozido para o filho bebê que estava com fome e como o baby continuava a chorar de fome ele ordenou: Dá a outra metade, que arrebente esse diabo! Havia uma velha parteira chamada tia Maneca, muito pobre, não havia pensão para as viúvas, ela ia de casa em casa com uma porção de saquinhos e pedia para enchê-los: arroz, feijão, açúcar, erva mate. Era muito desbocada. Na brincadeira ela ia dizendo a dona da casa enche meus saquinhos sua puta. Exame pré-natal e outras cocitas era manga de colete. As mulheres engravidavam e cumpriam sua gestação como a natureza mandava. Igual vaca, ovelha e outros bichos. A parteira já estava de sobre aviso quando chegava a hora, ia-se a galope com um cavalo de a cabresto chama-la, e lá vinha ao mundo mais um Cordeiro. Moveis e utensílios eram para sempre, tínhamos um berço de madeira com duas madeiras curvas nos pés, para embalar o rebento ela havia criado os filhos de tia Chica (irmã da mãe) que não eram poucos, embalou-nos todos e em pleno final do século XX meu irmão mais moço, o Lacy levou-o para criar as suas filhas. 

Terra aonde nasci, ainda pertence a família.









Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.
                                                                                                Nelcy Cordeiro


Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Flores



Olá! Na posse de presidência do Rotary ganhamos muitos presente maravilhosos, entre eles esse buque de flores, do casal Vilson e Marisa. Com essas lindas flores fiz vários arranjos e enfeitei a casa. Aos queridos amigos desejo um ótimo dia.



























Estas lindas flores me trouxeram a lembrança de uma música de Mercedes de Sosa, La flor azul.



Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Fazendo arte


Olá! Na correria da vida sempre temos que arranjar um tempinho para inventar moda. Quando Alfredo aceitou a presidência do Rotary, pensei em fazer uns mimos para a equipe diretiva. Mas, deixei para fazer na última hora, pois me vinha a mente muitas ideias e não sabia o que escolher. Fiz esses mug rug em dois dias, ao total são treze. Adorei, agora vai virar mania aqui em casa.




























Até a próxima se Deus quiser...
 Anajá Schmitz