sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Memórias de um doble chapa XVI



Eu era apaixonado pela professora do 4º ano, cabelo vermelho e sardenta que nem eu, era uma poetiza e quase todos os dias declamava uma poesia para nós. Eu adorava ver ela declamar poesias. O único nome de maestra que nunca esqueci: Renê Guadalupe. Mas se no colégio as coisas eram difíceis para um brasileiro em casa era muito pior. Minha tia e madrinha era de um gênio terrível e me batia muito por qualquer coisa, sem contar as broncas. Sei lá, eles só tinham duas filhas mulheres e talvez tivessem se arrependido de trazer um garoto, mas, ela era assim também com a filha solteira que era meia excepcional. Nós apanhávamos como porcos na roça. Mas valeu a experiência. Aprendi a lidar com fogão, limpar banheiro, limpar a casa, e ai de mim se ficasse um pó na madeira abaixo de um móvel, ela passava o dedo e esfregava nas minhas fuças. Arrumei um emprego em um armazém. Trabalhava de manhã entregando leite de porta em porta em garrafas num carro de tábua com rodas de ferro, após atendia no balcão. Às 13:00 Horas ia para o colégio, saia às 17:00 e voltava para o armazém onde saia 9 ou 10 da noite. Sábado eu não tinha aula de tarde e eu ia trabalhar de graça para não ficar em casa ouvindo sempre bronca. Eu já andava sem norte, faltando aula para ir ao cinema, até que pedi para voltar ao Brasil.



Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.


                                                             Escrito por Nelcy Cordeiro



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Flores de lata


Olá! Voltamos com mais um invento. Há muito tempo que eu queria fazer essa arte com flores de lata. Mas eu achava que seria muito difícil. Outro dia visitei minha amiga Beti e vi as coisas linda que ela fez com essas flores. Essas, ela fez pra mim. Essa madeira estava rolando pedi para Alfredo cortar e aparafusar os ganchos. Quando se tem um faz tudo cheio de boas intensões agente abusa. Dei para minha filha para ela colocar no banheiro mas eles preferiram no quarto.







Essa cortina eu tinha na sala, um dia me cansei dela. Já foi para o espólio.  Alana herdou.


Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Inventos de tecidos


Os amigos que conhecem minha casa se assustam com a quantidade de coisas que tenho. Estou quase uma acumuladora. Fui proibida pelo Alfredo de colocar qualquer item em casa. Mas para minha alegria tenho uma casa a mais para eu poder encher com meus invento. A casa do Ade e da Alana. Fiz esse porta saco. E essas toalhas de mesa de chitão. 








Até a próxima se Deus quiser...
 Anajá Schmitz

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Madeira, um toque especial em qualquer decoração


Olá! Espero que todos queridos amigos estejam bem e felizes. Em breve estarei batendo a porta de vocês para uma visitinha. O tempo me passou uma rasteira e não tenho conseguido me organizar. Desejo a todos uma semana de muitas alegrias.
Nas minhas andanças em Solidão, na beira mar, encontrei essa madeirinha. Achei muito bonita e trouxe para casa. Um tempo depois achei um destino. Encontrei numa loja esse porta rolo de papel higiênico. Alfredo parafusou e passei cera com betume. E foi para onde? Para a casinha da Alana e do Ade.











Mas um designer do Alfredo. Essa prateleira ficou muito bonita que nem quisemos pintar. Esse escuro ele fez com uma lixa gasta. Ela queina a madeira e dá esse tom escuro no desenho da tábua.




O jovem casal, está a espera do móvel prometido pelo Alfredo para colocar embaixo da pia.


Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Memórias de um doble chapa XV





Sofri muito bulling, e agressões, os pais uruguaios ensinavam os filhos a bater e a brigar, um garoto numa rua estranha sempre era afrontado para a briga. No colégio me provocavam e sempre a culpa era minha, mesmo que não fosse, por isso minhas notas eram elogiadas sempre pelas maestras pelo conhecimento e censuradas no comportamento. Lembro que na passagem do 4º para o 5º ano letivo a professora estava indignada com os garotos uruguaios, pois eu, o brasileiro tido como de mau comportamento, tinha tirado a melhor nota dos garotos. Apesar disso ela reconheceu meu valor. O único boletim escolar que não extraviei foi o que ela colou uma mensagem para mim. Nestes termos:
“Nelcy, eres inteligente as uso de essa miente despierta e llegarás lejos”

Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.

                                                             Escrito por Nelcy Cordeiro



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mais uma do Alfredo


Olá! Estavam com saudade do Alfredo? Ele anda meio vagaroso nas construções. Coitado! Está passando por uma crise, dores nas costas. Mas ele faz loucuras, pega peso. Agente é assim, desconhecemos nossa natureza frágil. Quando vem os problemas que vemos o quanto errado fizemos com nossa saúde. Ele fez essa prateleira para o apartamento de nossa filha. Vou mostrar o antes e depois decorada.

Esses nossos bichinhos são uns artista. É pegar a maquina fotográfica que eles já fazem pose. Inacreditável. A sofia é uma modelo fotográfico. Eles ficam parados e não se mexem. 












Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz