segunda-feira, 24 de abril de 2017

A era da Solidão

Ontem assistimos um programa sobre solidão, não é a minha cidade Solidão, pois lá reina alegria e grandes amizades. Era sobre estar só. Os velhos morando sozinho. Sem família e sem amigos. E com isso  lembrei minha mãe. Algumas tardes do mês,  ela fazia a ronda pela vizinhança. Visitava uma amiga ou um parente e junto sempre levava algum presentinho. Naquele tempo os presentes era uma cozinhada de feijão, uma  linguiça feita na ultima matança do porco ou alguma coisa que nós produzíamos em casa. Lá ficavam, tomando chimarrão e colocando o papo em dia. Em toda casa tinha coisas gostosas para receber as visitas. Para nós crianças, era uma festa, poder comer doces e brincar a vontade. Eu não visito ninguém. É uma vergonha, nunca tenho tempo. Com isso agente não cria laços afetivos para uma velhice com muitos amigos. Outro dia, uma vizinha reclamou com Alfredo que eu nunca tinha ido na casa deles, nestes 20 anos que moramos aqui. Me enchi de coragem e lá fui. Tenho vergonha de chegar assim na casa dos outros. Foi tão legal! Conheci a casa deles e voltei cheia de mudas de chá e flores. Na outra semana a vizinha foi lá em casa pagar a visita e assim começa meu projeto. 












Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

16 comentários:

  1. Um lindo projeto que só fará bem pra ti e aos demais que te cercam. realmente nunca achamos tempo.Sou assim também! bjs, adorei te ler e as fotos! chica

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  2. Es un bonito proyecto y tú eres muy cariñosa!
    Parece que nunca tenemos tiempo de nada!
    Besos

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  3. Adorei o seu projeto. Estamos ficando sós por isso mesmo. Não visitamos mais ninguém, agora só na internet. Só no virtual. Um horror nossa vida. Fico só pensando que tenho que pelo menos conversar por telefone mais com as pessoas!
    Ah, amei as imagens, tão fofo o gatinho!!
    Beijos
    Adriana

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  4. Que maravilha viver assim , saudavelmente!
    As fotos estão belíssimas.

    Beijinhos,

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  5. bonitas fotos lindas bonito o post bjs bs

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  6. TODO HERMOSO.
    Y ESE PERRO ES UN AMOR Y EL GATOOOOO-
    SALUDITOS

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  7. Qué lindo, y ojalá sigas visitando a más gente. La soledad es muy triste, pero para la gente mayor.

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  8. Um dos grandes males dos nossos tempos.
    Sobretudo entre os mais velhos, a solidão dos mais velhos é revoltante.
    Boa semana

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  9. Querida Anajá
    Muito interessante, esse hábito da senhora sua mãe.
    Como apreciei as suas fotos!
    A solidão custa muito e provoca grande sofrimento.É bom que haja quem se preocupe com os outros sem querer nada em troca.
    Continuação de uma boa semana.
    Um beijinho
    Beatriz

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  10. Amo suas postagens! Quase nunca comento mas acompanho suas vivências e me delicio com cada relato. Suas reflexões acerca da solidão me tocaram; voltei à terna infância onde aos domingos minhas tias iam em minha casa, eram dias divertidos. Gratidão imensa por trazer de volta estas memórias tão felizes da minha vida! Muito grata pela reflexão sobre fortalecer os laços, pois na vida corrida percebo que sempre deixo para depois, algo que é tão importante. Grande beijo!

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  11. Que legal, Anajá!!! Acho muito legal esta "política" da boa vizinhança, sem política. Só com carinho e boa vontade! Quem dera, poder fazer isso por aqui, mas, infelizmente, minha vizinhança não é nada receptiva. Tem uma vizinha, que tem um sítio de lazer, que visito e a quem já levei bolachinhas e bolos. A outra que gosto, a dona Luisa, mora mais longe, mesmo assim, sempre que dá, paramos para conversar com ela e dar uma atenção, já que enviuvou há pouco tempo e mora sozinha desde então.
    Tomara que consigas manter e propagar este clima de bons vizinhos!
    Adorei as fotos, principalmente, a dos bichinhos, claro!
    Bjinho!

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  12. Amiga, vc me fez voltar a minha infância lendo sua postagem! Obrigada por me trazer recordações belíssimas. Parabéns pelo projeto e pela belas fotos.
    Beijos
    Ângela

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  13. Viajei no tempo....
    Vamos endurecendo ao longo do caminho e deixamos prá trás pequenas felicidades. Grata por nos lembrar que há muito que resgatar.

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  14. Anajá e Dom Alfredo, prazer imenso em reportar-me a vocês.
    Enquanto somos crianças ou jovens as coisas são mais alegres e conseguimos compartilhar amizades, mesmo que sejam passageiras. Há alegria e sobra disposição, porém, como eu, quando chega a velhice, as coisas vão se tornando monótonas e até solitárias. A culpa muitas vezes recai sobre nossos ombros. Há indubitavelmente um distanciamento por interesses diversos, tento muitas vezes fugir deste claustro, pois infelizmente somos um país cujos velhos são esquecidos, os amigos se vão e as amizades deixam de serem prioridades. Recorro então a viajar e ver novos mundos cheios de graça e maravilhas e meu maior refúgio é ler muito e escrever, fazendo assim um elo pela solitária Internet, mesmo estando cercado de milhares de pessoas a solidão só é atenuada quando recebo em minha casa minha filha, meus filhos, noras e neto, muitas vezes esparsamente, porém eles também tem as suas prioridades, é compreensível. Após minhas aposentadorias deixei de ver e conversar com colegas, o que sempre era bom e transmitia alegria e paz. Também não sou afeito a visitar, apesar de há alguns anos ter sempre a casa cheia. Muitos sumiram e tomaram outros caminhos. Ontem conversando com Sandrinha, começamos a relembrar amigos e amigas e chegamos a triste conclusão que muitos, jovens de nossa época já partiram deste mundo e os que sobraram estão também velhos e afastados deste convívio. A vida neste ponto é cruel. Perdi muitos amigos que se foram para sempre. Mas continuamos nesta vida, que se por um lado é bom para nós, por outro a tristeza muitas vezes nos faz refletir sobre o sentido da vida. E me parece não ter sentido, a não ser o estritamente biológico. Hoje minhas relações são escritas e não compartilhadas diretamente. Geralmente faço viagens para rever esses que ainda resistem, como nesta minha última viagem. Rever o amigo Vital Porep foi gratificante. Velho e esquecido continua, para mim, o mesmo amigo que entrou para a família no distante ano de 1953 e sei que não é por muito tempo, a saúde dele é preocupante e a qualquer momento mais um poderá nos deixar, assim como nos deixou a doce Tia Maria e tantos outros. Por este motivo a cada dois ou três meses viajo à Pelotas revê-lo, pois só podemos compartilhar essa pura amizade em vida. Fazer o quê? Infelizmente os anos passam, as amizades se vão, os amigos somem e só nos restará às boas lembranças. Luto para fugir desta rotina, mas ainda bem que tenho uma parceira sempre disposta a sair e viajar. Mas chegará o momento em que, mesmo os filhos vão se recolhendo as suas vidas atribuladas e nos restará ou ao outro. O que sei, e não é pouco, vou registrando em livros que estou escrevendo, em posts em meu blogue, mas um dia até isto será esquecido e ultrapassado. Todos seremos esquecidos.
    Oh dor.
    Que tenhas muita alegria e vida com saúde e paz e que não desistas nunca de ser esta pessoa amável e educada.
    Grande abraço para o casal.

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  15. Um tema bem interessante e como o sinto!
    Também passei a infância a visitar parentes com a minha mãe e agora falta-me o tempo...
    É triste! As pessoas estão a afastar-se umas das outras e trocam a presença pelo mundo virtual...não é por mal, mas...
    As imagens são uma delícia!
    beijinhos

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Obrigada pela carinhosa visita. Tenha um ótimo dia.